"É minha vez de dizer.. por isso nem tente vir com graça, me interrompendo dessa farsa e dizendo que não era bem assim, pois cá estou com seriedade a escrever-te. Por hora penso, sentado neste botequim, além da beterraba e da cenoura, em dizeres de amor; como se já não bastasse os outros que dei a ti. Mas vejo que o escriba, cá, nada tem a dizer sobre o que passou, pois olha para a frente, abobado, pensando no que há, mas no que houve.
Tomo então, com arrogância, o papel quase molhado, que finge não querer ser rabiscado por não sentir o escriba como mestre; esperando alguém melhor, com alguma sustância a mais. Naufraga-se então o papel, nas lágrimas do escriba faminto, em frente ao colarinho, ao som de violão, às luzes do botequim.
Com a graça reciclada, te entrego este bilhete, úmido como o rosto, úmido como o copo. Com nada escrito ou rabiscado mas desejando-te, com afago e carinho, uma vida bem melhor. Nada que houvesse em minha mente ou papel que, agora, nada tem a dizer; mas diz com umidez, te querer mais uma vez."
Escrito por Edu às 21h10
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Bem amigos..
Outro dia estive pensando, vocês sabem, nessa coisa de escrever. Voltar a digitar, pra ser mais sincero; voltar com as coisas que fazia naquele finado flog. Não que eu sinta falta das fotos e dos "comments", mas dos textos. A pesar de ter perdido um pouco a prática e tantos texto formatados em meu computador, disposto cá estou.
"Fazia uns quatro dias já sem, sequer, um sorriso. A porta sempre cerrada e a janela tal como a porta, ambas de madeira maciça, nada de retalhos, nada de prensas.
O rosto sempre úmido afogado no travesseiro e a alma afogada na mágoa. Quanto mais soava o silêncio no eco do quarto escuro, mais rápido a lágrima descia. Desidratada.
Quem mandou fazer tudo daquele jeito? E, olha! Bem que tentaram ensinar. A teimosia as vezes toma conta das pessoas de bem. Armas de lado, teimosia de frente.
Quem nunca teimou que me retruque. As vezes é preciso pensar. Pensar. Pensar, que é pra perceber o rumo das coisas, o rumo que as coisas tomam a cada baixa ou alta que temos.
Ele não pensou. Outro par chegou, a tirou para a dança. Adeus, amor, adeus.."
Escrito por Edu às 14h14
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